Cyndi Lauper na luta contra discriminacao dos jovens LGBT

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Cyndi Lauper visitou o Congresso Americano nesta quarta-feira, para reivindicar pelos direitos dos jovens desabrigados, um problema que ela mesma enfrentou, e a levou a co-fundar a Fundação True Colors (nome de sua clássica música que virou um hino LGBT). A cantora pop e a senadora Susan Collins discutiram especialmente os esforços para ajudar os desabrigados gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, que compõem cerca de 40 por cento de todas as crianças de rua, de acordo com a True Colors. O problema é agravado pelo fato de que abrigos, às vezes, fazem os jovens irem embora, especialmente aqueles que são transgêneros, disse Lauper, segundo reportagem do site do The New York Times.

Collins disse que poderia ser fixada uma exigência, a abrigos que receberam ajuda federal, para que eles aderissem a uma política de não discriminação, e disse que essa era uma disposição de um projeto de lei para reautorizar a Lei dos Jovens Fugitivos e Sem-teto, que expirou em 2013. O problema, Collins disse, era “confusão” sobre partes da alteração da emenda de lei, e apontou que o Departamento de Justiça já previa essa proteção. “Então, o que devemos fazer?”, perguntou Lauper. “Continue pressionando”, Collins respondeu, agradecendo o esforço da premiada cantora.

 

4e

Filme em que Cyndi Lauper divide a tela com marido é exibido em festival de cinema

NOVA YORK (Reuters) – A cantora pop norte-americana Cyndi Lauper e seu marido, David Thornton, dividem a tela como atores pela primeira vez desde que se conheceram, há quase 20 anos, num set de filmagens em um nova comédia que será exibida no Festival Tribeca de Cinema, em Nova York.

Veja matéria na integra no link abaixo!

Musica UOL
http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/04/24/ult279u7567.jhtm

Planos de Cyndi Lauper para 2009

Entrevista: “Arjan Interviews Cyndi Lauper About Her GRAMMY Nomination”

Depois de mais de 20 anos nos negócios da música, Cyndi Lauper continua a manivelar a música que lhe agrada fãs, impressiona os críticos e recebe a atenção da Recording Academy. Este ano, a cantora e humanitária é nomeada para um Grammy por Melhor Álbum Dance “Brink Ya To The Brink”.

Lauper com certeza não é estranha ao Grammys. Ela ganhou seu primeiro GRAMMY em 1985, quando ela recebeu o cobiçado prêmio de Melhor Artista Novo (assista o clássico momento Grammy aqui). Desde então, ela passou a produzir em lotes de diferentes projetos musicais que têm gerado suas múltiplas nomeações GRAMMY ao longo do caminho, incluindo Best Female Pop Vocal Performance (1986), Best Dance Recording (1999) e Best Instrumental Composition Accompanying a Vocal (2005 ). A variedade de suas nomeações GRAMMY é uma homenagem ao incansável talento Lauper para inovar e fazer um montes de coisas diferentes, e fazê-las muito bem.

Arjan: Parabéns pela sua nomeação! Onde você estava quando você recebeu a primeira notícia da nomeação GRAMMY? O que passou pela sua cabeça?

Cyndi: A minha empresária me chamou e me disse. Ela ouviu falar sobre isso quando foram anunciadas as nomeações. Eu estava em casa com meu marido David. É muito bom ser reconhecida. Fiquei encantada ao ouvi-la, evidentemente.

Como que é neste momento de sua carreira ser nomeada para um Grammy novamente?

É sempre ótimo ser nomeado. Eu tenho muita sorte de ser nomeada cada poucos anos, que me dá validação na indústria validação. Meus fãs gostam do que faço é mais importante, mas é bom ser reconhecida por um de seus pares.

A última vez que fui nomeada em 2005 para Melhor Instrumental com Vocais com a canção “Unchained Melody” fora do meu cd “At Last”. Essa foi uma nova categoria e eu estava tão entusiasmada em ser nomeada para isso. Fiquei muito orgulhosa com a nomeação.

Por ser nomeada para este ano no Album Dance do Ano também é gratificante porque tenho sempre vivido parte da minha carreira nos clubes noturnos fazendo shows e trabalhando com remixers. Adoro o gênero, de modo a ser reconhecida pela minha contribuição também é muito legal.

Como você está preparando para a cerimônia? O que você estará vestindo sobre o Tapete Vermelho?

Eu sempre tento me exercitar e permanecer em forma, mas quando os Grammys estão chegando estou um pouco mais motivada. Não tenho certeza do que vou usar ainda. Tenho algumas roupas estou considerando, mas eu ainda não decidi ainda, e provavelmente não irei até o dia do show. Estou indo para se divertir escolhendo uma saída para o tapete vermelho.
Você vai ficar desapontada principalmente quando não se ganha, ou realmente surpresa quando ganha? Gostaria muito de ganhar, claro. É sempre divertido de se ganhar.

Todo mundo vai estar no evento no domingo. Tem alguém em especial que você está olhando para a frente no encontro?

É como ir a uma reunião, para ver todos os seus amigos e os jovens artistas em sua primeira nomeação Grammy é divertido de assistir também. Existe um desempenho Grammy que você está olhando para a frente?

Robert Plant com Alison Krauss e estou realmente ansiosa para encontrar Katy Perry também.

O que você fará após o Grammys? Quais são seus planos imediatos?

Vou estar em um filme em abril e maio, em seguida, irei em turnê na Europa para temporada de festivais. Também acabei de assinar um livro e para a minha autobiografia que sairá no final deste ano ou início de 2010. Meu trabalho de caridade é também muito importante para mim e eu estou no processo de lançamento da minha própria fundação chamada Fundação True Colors que incide sobre a comunidade LGBT.

Cyndi Lauper continua estonteante

Passado todo esse tempo sem nenhum lançamento inédito relevante, Lauper reuniu 12 ótimas faixas em Bring Ya to the Brink

Flavinha Campos

A cantora pop Cindy Lauper lançou seu primeiro álbum, She’s So Unusual, em 1983, ao mesmo tempo em que Madonna também estreava. Ao longo desses 25 anos, as duas tiveram trajetórias bastante diferentes: Madonna foi coroada a rainha do pop, e sofreu muitos altos e poucos baixos enquanto Lauper caiu no esquecimento e foi de mal à pior. Mas neste ano de 2008, as duas têm uma coisa em comum: ambas estão promovendo seus trabalhos voltados às pistas de dança.

Após o fracasso de seu último álbum de faixas inéditas, Sisters of Avalon, de 1997, Lauper voltou com tudo em Bring Ya to the Brink. Uniu forças com nomes como os mestres do techno europeu Basemente Jaxx, Dragonette e Richard Morel (produtor do Deep Dish, Depeche Mode e muitos outros) para co-produzir e co-escrever faixas que têm apelo às pistas de hoje em dia com certo toque retrô. O disco começa com “High and Mighty”, que carrega vocais “blueseados” em cima de uma base de sintetizadores rítmicos.

A poderosa “Into The Nightlife” mescla influências trance num pop “orgasmatrônico” . “Rocking Chair” contou com a colaboração do Basement Jaxx para produzir uma faixa divertida e diferente. “Echo”, assim com “Into the Nightlife”, foi sabiamente co-escrita e co-produzida por Peer Aström e Johan Bobeck, se destacando pelas linhas de sintetizadores compassados e vocais suaves que levam eco, assim como o título.

“Lyfe” conserva um tempero R&B que não desce muito bem, mas enfim… Logo na seqüência vem a glamurosa “Same Ol’ Story”, que entra nos domínios Disco com muito brilho e paetê. Produzida por Richard Morel, é uma das faixas que mais se destacam no repertório. “Raging Storm”, também produzida por Morel, traz um tom de protesto à pista de dança: “Você pode lutar pelo direito de ser, mas você está poluindo sua mente com celebridades” , canta ela. “Lay Me Down” prova que Lauper ainda está no páreo, com uma canção pop regada a sintetizadores trance.

A enérgica e durona “Give It Up” contou com a colaboração de Digital Dog, que já fez remixes para nomes como Pussycat Dolls e Rihanna, enquanto “Set Your Heart”, também co-produzida por Morel, enche a atmosfera de energia positiva e euforia. “Grab a Hold” oferece um toque pop retrô atualizado, com ajuda dos moderninhos do pop canadense Dragonette – super divertida, à La “Girls Just Wanna Have Fun”. “Rain on Me” também lembra o sucesso do passado “Time After Time”, só que mais animadinha, com uma roupagem anos 2000.

Bring Ya to the Brink conseguiu unir o passado e o presente em um disco que não só vai agradar às pistas de hoje, mas também promete satisfazer os fãs que acompanham a cantora desde o início de sua carreira. Com o presente trabalho, Cindy provavelmente não vai atingir o topo das paradas do pop, como Madonna fez com Hard Candy, mas considerando as circunstâncias, temos aqui, sem dúvidas, um retorno glorioso de Lauper, que carrega nada mais nada menos que 55 anos nos ombros e uns quilinhos a mais na cintura.

Artista: Cyndi Lauper
Álbum: Bring Ya to the Brink
Lançamento: Epic Records
Gênero: Pop; Dance; Disco
Preço: 23 reais
TRACKLIST
1. High and Mighty
2. Into the Nightlife
3. Rocking Chain
4. Echo
5. Lyfe
6. Same Ol’ Story
7. Raging Storm
8. Lay Me Down
9. Give It Up
10. Set Your Heart
11. Grab a Hold
12. Rain on Me

A Carreira de Cyndi Lauper

Publicada em 24/06/2008 às 08h33m
Guilherme Samora – Diário de SP

1983 – Depois de uma tentativa fracassada de alcançar o sucesso com uma banda estilo rockabilly (batizada de Blue Angel), Cyndi Lauper lançou seu primeiro disco solo, o “She’s so Unusual” (“Ela é tão diferente”). Lá estão os clássicos “Girls Just Want to Have Fun”,”Time after Time”, “She Bop”, “All Through the Night” e “Money Changes Everything”. O álbum vendeu 16 milhões de cópias e ela se tornou a primeira mulher a ter quatro músicas consecutivas do top 5 das paradas americanas e inglesas. Recentemente, em 2004, o disco foi eleito pela “Rolling Stone” americana como um dos 500 melhores de todos os tempos. De autoria de Cyndi, “Time After Time” se transformou em uma das músicas mais tocadas e regravadas da música americana até hoje. Até Miles Davis fez sua versão para ela.

1986 – O tão aguardado segundo disco de Cyndi foi batizado de “True Colors”. E Cyndi, depois de perder o melhor amigo para a Aids e assustada com a aparição da doença, dedicou duas músicas a ele: “Boy Blue” e a faixa título. “True Colors” (com o refrão: “Não tenha medo de mostrar as suas cores. Elas são bonitas como o arco-íris”) acabou virando hino gay.

1989 – Depois de gravar seu primeiro filme (“Vibes”, um fracasso de bilheteria mas que mostrou seu talento para a arte. Mais tarde, ela ganharia prêmios de melhor atriz, como o Emmy), Cyndi lançou o disco “A night to remember”, com o hit “I drove all night”. Os executivos que a descobriram não estavam mais na Sony/ CBS e ela começou a ter problemas com a gravadora. De qualquer modo, saiu em turnê mundial e veio para o Brasil pela primeira vez.

1993 – Depois do período traumático com o disco anterior, Cyndi pensou em parar de cantar. Mas decidiu cantar suas mágoas em “Hat Full Of stars”, seu mais obscuro e o melhor disco de sua carreira. A idéia era escrever uma biografia, que depois ela transformou em músicas e colocou nesse CD. Histórias da amiga que fez um aborto e acabou morrendo, abusos que sofreu na infância, drogas, amores perdidos, homofobia e outros temas densos acabaram assustando quem conhecia apenas o lado colorido da moça. A foto da capa, inclusive, revela que Cyndi tinha mudado e estava falando sério: em preto e branco, ela mostra a cantora sem os cabelos multicoloridos e com os pés descalços em cima de uma lata de lixo. Mesmo sem apoio da gravadora, a crítica aplaudiu como um dos melhores discos dos anos 90.

1994 – A Sony lançou “Twelve Deadly Cyns…and Then Some”, o primeiro – de vários que viriam depois – CD de grandes sucessos. Cyndi regravou “Girls Just Want to have fun” com outro arranjo e a rebatizou de “Hey Now”. Com a turnê do disco, que a levou de volta às paradas, veio para o Brasil pela segunda vez.

1997 – Lança “Sisters of Avalon”, um CD influenciado pela “irmandade feminina”, como Cyndi disse. Temas como bruxaria, lesbianismo e até a vida de uma drag queen aparecem no disco. Alternativo demais, acabou nas prateleiras apenas dos fãs. Um ano depois, ela lançou um disco de músicas natalinas para terminar seu primeiro contrato com a Sony.

1999 – Começa sua curta experiência com as gravadoras independentes. Lança com sucesso o single de “Disco Inferno”, cover do clássico do The Trammps’s, para a trilha de um filme. Depois, em 2001, tenta lançar um novo disco, “Shine”, em uma gravadora que acabou falindo na época dos atentados de 11 de setembro. O CD vazou na internet e foi lançado só no Japão, onde Cyndi tem uma legião de fãs, em 2004.

2003 até 2007 – De volta à Sony, Cyndi lançou dois projetos especiais da gravadora. Um de covers (“At Last”) e um acústico com seus sucessos (“The Body Acoustic”). No meio tempo, fez um musical na Broadway.

2008 – Cyndi lança o novo CD “Bring ya to the brink” e anuncia uma turnê no Brasil em novembro .

Matéria enviado por José Rodrigues

Folha Ilustrada (Brink Ya to The Brink)

Bring Ya to the Brink
CYNDI LAUPER

Gravadora: Sony BMG;
Quanto: R$ 30, em média;
Avaliação: regular

Nos áureos anos 80, Cyndi Lauper era uma alternativa ao reinado de Madonna. A promessa não se cumpriu, e Cyndi foi sumindo, se comparada à sua antiga rival. Ganha especial interesse que ela retorne com inéditas após quase dez anos, no mesmo momento em que Madonna tenta se atualizar. Cyndi também tenta, mas sua “atualização” remete à eletrônica do começo dos anos 90.

POR QUE OUVIR: o Basement Jaxx produz a excelente “Rocking Chair”, e o Dragonette, a animada “Grab a Hold”; “Into the Nightlife” e “Raging Storm” são puro euro dance. Ainda que o clima de danceteria velha atrapalhe, a voz de Cyndi se mantém exageradamente esganiçada, da forma que a fez famosa. (BRUNO YUTAKA SAITO)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2006200829.htm

Cyndi Lauper: Ainda bastante incomum, mas dentro dos limites

JANE WOLLMAN RUSOFF
The New York Times Sindycate

Atualmente, Cyndi Lauper deixou de lado os cabelos cor-de-rosa; na foto, a cantora em show de 2004

A sensação da música pop de uma geração atrás, Cyndi Lauper, com cabelo de ovo de Páscoa e vestida de forma ultrajante em rede de pesca, adereços e padrão de bolinhas, conquistou um prêmio Grammy em 1985 como melhor novo artista. E quem podia argumentar? Seu álbum de estréia, “She’s So Unusual” (1984), se tornou o primeiro a lançar cinco singles top 10, incluindo “Girls Just Want to Have Fun”, “Time After Time” e “She Bop”, canções que se tornaram hinos virtuais da geração MTV original.

Isso foi há muito tempo. Agora com 54 anos, Lauper está casada com o ator David Thornton há 16 anos e é mãe de um menino de 10 anos, Declan. Apesar de ainda manter o jeito de menina e longe de estar subjugada, ela deixou de pintar o cabelo de rosa, azul ou amarelo gema de ovo. Agora, a cantora é, grande parte do tempo, simplesmente loira -o que ela considera “tedioso”- e abandonou as roupas extravagantes, que não combinavam, de seu auge.

“Eu me pareço normal para que meu filho não seja provocado na escola, sabe como é?” ela diz com sua voz aguda, de Betty Boop, e com forte sotaque nova-iorquino, durante uma entrevista por telefone de sua cozinha em Manhattan. “Se eu parecesse a mesma, apenas mais velha, eu seria um bocado assustadora, não seria? Mas minha aparência não é de alguém que vai ao escritório!”

Ela pode parecer mais “normal”, mas em meio a um jantar de peixe da dieta da zona, aquecido em seu forno-torradeira, Lauper -que já vendeu mais de 25 milhões de discos- é alternadamente engraçada e profunda, com linguagem afiada temperando a conversa. Ela está longe de ser tediosa.
“Você precisa ser quem você é. Todos sempre quiseram me mudar, mas quem mais eu seria? Lana Turner em ‘Madame X’ (1966)? Joan Crawford em ‘Alma em Suplício’ (1945)? Oh, aquela cena com Veda na escadaria! Oh, meu Deus! Qualé!”

Em 31 de maio, Lauper deu início ao segundo ano de sua turnê “True Colors” por 25 cidades, um empreendimento conjunto com a Human Rights Campaign visando tanto entreter quanto aumentar a conscientização sobre os direitos dos gays.

O novo álbum de Lauper, “Bring Ya to the Brink”, é uma coleção dançante de novas canções que ela compôs e produziu em parceria com pesos pesados da cena club internacional. Ele soa bastante como ela: após atingir um obstáculo na sua carreira nos anos 80, Lauper já está há mais de uma década de volta à voga.

“Eu me lembrei da minha voz. Eu percebi por que cheguei aqui em primeiro lugar. Se tratava de ter trabalho rico e de ser verdadeira. Porque quando você carrega seu traseiro até o topo da montanha, é melhor ter algo bom para dizer, não é?”

E ela não se limitou a dizer nos álbuns: em 2006, Lauper fez sua estréia na Broadway como Jenny, em uma remontagem do clássico de Weill/Brecht, “A Ópera dos Três Vinténs”. Uma ganhadora do Emmy em 1995 por um papel recorrente em “Mad About You” (1993-1999), a cantora também apareceu nos filmes “Os Oportunistas” (2000) e “Romance e Cigarros” (2005).

A turnê “True Colors”, que visa o empoderamento da comunidade gay, foi idéia de Lauper. Além dela, o lineup rotativo inclui Joan Armatrading, B-52s, Indigo Girls, Joan Jett e as humoristas Kate Clinton, Rosie O’Donnell e Wanda Sykes.

“Eu sou amiga e família da comunidade”, diz Lauper, cuja irmã mais velha é lésbica. “É muito importante para mim. Eu sempre fui altamente ciente de que qualquer um que é diferente sofre discriminação. As leis são realmente uma confusão. Quem diabos morreu e deixou todos no controle de nossos quartos?”

Na sua juventude, Lauper suspeitou que ela mesma fosse lésbica, como era a maioria de suas amigas de infância. Ela tentou “dar as mãos e beijar” sua melhor amiga, mas ela não sentiu nada. “Eu agi tipo, ‘Não é para mim… mas eu te amo'”, ela recorda. “Eu percebi que não era gay… e realmente me senti mal, porque queria me enquadrar.”

Lauper nasceu cantando, como ela coloca, em Astoria, Queens, mas passou seus primeiros quatro anos no Brooklyn. Então a família -mais disfuncional do que a maioria, como ela descreve- se mudou para Ozone Park, de volta ao Queens.

Ela sempre quis se tornar cantora profissional, mas todos a desencorajavam de correr o risco. Em vez disso, após abandonar o colégio, Lauper, que posteriormente foi diagnosticada como disléxica, trabalhou em uma série de empregos, como cuidar dos cavalos no hipódromo em Belmont Park -“Eu cantava canções de George Harrison para acalmar os cavalos”- secretária e garçonete de restaurante.

“Eu fracassei em tudo. Eu fui uma garçonete terrível. No escritório eu era uma ‘garota Sexta-Feira 13’. Eu costumava sonhar acordada sobre os arquivos. Sempre tinha alguém gritando comigo no telefone e tendo um ataque cardíaco. E eu dizia: ‘Calma aí, amigo!'”

Era hora de tentar o show business.

“Depois que você fracassa em tudo, você não tem nada a perder.”
Lauper e aquela melhor amiga citada antes formaram uma dupla folk, e fizeram sua primeira apresentação em um festival folk no velho Gaslight Club, em Manhattan. Em seguida a dupla foi contratada por um café em Rego Park, Queens, que não tinha microfone.

“O sujeito me disse: ‘Escuta, menina, nós temos telhas acústicas. Basta você apontar sua voz lá para cima!'”

Elas foram demitidas, ela acrescenta, quando seus amigos na platéia importunaram os humoristas do programa.

“Aquele sujeito nunca nos pagou. Aquele rato!”

Curiosamente, em grande parte do tempo a voz de canto de Lauper pouco se assemelha ao seu sotaque nova-iorquino característico.

“Graças a Deus! Dá para imaginar? Eu não tenho idéia do motivo. Quando canto, eu simplesmente entro em transe.”

Mas seu marido não é do bairro: ele não apenas nasceu no Colorado, mas também é filho de um professor de inglês de Harvard. Ele é conhecido por provocar Lauper por causa de seu sotaque e sua gramática fora do padrão.
“Ás vezes eu falo errado. David ri, mas ele se preocupa que Declan faça o mesmo.”

Seus lapsos lingüísticos sem dúvida faziam estremecer seu falecido sogro, Robert Donald Thornton, uma autoridade internacional no poeta escocês Robert Burns.

“Quando David e eu nos casamos”, ela lembra rindo, “eu disse: ‘Pai, não fique triste. Você não está perdendo um filho -você está ganhando alguém que não fala muito bem!”

Mas nem tudo foi motivo de risada para Lauper. Cinco anos após seu estouro, com as vendas de seu álbum despencando e os ingressos de shows não vendendo, ela parecia estar à beira de desaparecer, a novidade que esgotou seus 15 minutos de fama. Foi necessária uma década de trabalho árduo para reconstruir sua carreira.

“Foi uma época difícil para mim. Eu precisei dar um tempo. A Sony (sua gravadora naquela época e agora) não era a mesma que costumava ser. De repente, não eram mais os meus termos. Eu não queria a roda de hamster. Eu vi mudança no rádio. Eu estava tentando agradar a todos, e a única pessoa que devia estar agradando era a mim mesma.”

“Eu devia ter dito, ‘Chega!’ Mas eu não sabia como.”

De lá para cá ela descobriu, e agora a maternidade a inspira a ampliar seu foco, para incluir os direitos dos gays e outras causas pelas quais se importa.

“Em que tipo de mundo meu filho vai crescer? O mesmo velho de sempre? As pessoas precisam descer de seus cavalos altos e começar a ajudar aqueles que estão por baixo.”

(Jane Wollman Rusoff é uma jornalista free-lance baseada em Los Angeles.)

Bring Ya to the Brink na Folha Teen

BRING YA TO THE BRINK
Cyndi Lauper
www.cyndilauper.com

Cyndi Lauper sempre ficou meio perdida depois que os anos 1980 acabaram e junto com eles o sucesso dessa cantora americana sempre lembrada pela voz estridente e pelo visual maluquinho. Mas os tempos passaram, os fãs mudaram e a música também evoluiu. E finalmente Cyndi percebeu isso e convidou uma porção de produtores de house music para dar um tapa no som datado da veterana. O resultado é irregular, com os melhores momentos acontecendo nas faixas de batidas mais pesadas.

(LEANDRO FORTINO)

Cyndi Lauper Faz Show em 5 Capitais do Brasil

Segundo matéria de um blog brasileiro, o qual não podemos checar sua credibilidade, Lauper deve se apresentar em novembro no Brasil, passando por 5 capitais.

Cyndi Lauper que lança esse mês um novo disco com músicas em ritimo dance,  diz confirmar a tão aguardada turnê em Novembro no Brasil.

Os shows estão confirmados para novembro:

Dia 11 em Belo Horizonte,
Dia 13 em São Paulo
Dia 15 no Rio de Janeiro
Dia 17 em Curitiba
Dia 19 em Porto Alegre

Até o presente moment, esses dados são sem nenhuma confirmação por parte da cantora, podendo ser simplesmente mera especulação.

Cyndi Lauper grava álbum de inéditas após 11 anos

“Bring Ya To The Brink” traz time de produtores de músicos como Madonna, Britney Spears e The Killers

Você se lembra da Cyndi Lauper? A musa de hits como “Girls Just Want To Have Fun” e “The Goonies ‘R’ Good Enough” (trilha do filme “Goonies”) está de volta às paradas de sucesso.


Cyndi Lauper está de volta ao mercado após 11 anos de sumiço.

Após 11 anos sem produzir material inédito, ela vai lançar o álbum “Bring Ya To The Brink”. Para recuperar o tempo perdido, reuniu um time de grandes produtores como o DJ Scumfrog (que fez remixes para David Bowie e Britney Spears), Peer Astrom (que já trabalhou com Madonna), o grupo londrino Basement Jaxx, Richard Morell (Mariah Carey e The Killers), a banda Dragonette e ainda Axweel (Nelly Furtado e Bob Sinclair).