Cyndi Lauper em Sisters Of Avalon

Cyndi lauper volta à forma em novo disco a cantora fala do seu surpreendente álbum “Sisters of Avalon”, evolução de um projeto musical anterior, em que faz homenagem à forma feminina e é considerado um dos melhores trabalhos de sua carreira.

Cyndi Lauper, para quem não lembra , era a sensação da musa pop em 1984. O álbum “She’s so Unusual” foi indicado para vários troféus Grammy , a música Girls Just Want To Have Fun virou hino da geração MTV original e seus cabelos multicoloridos, atitude rebelde e roupas que não combinavam umas com as outras provocaram uma série de imitadoras – Madonna foi a mais bem sucedida delas. Naquela época, ela era a cantora mais popular do mundo.

A cantora teve outros momentos de glória, como os hits Time After Time e True Colors, mas esse passado parece cada vez mais distante. Cyndi lauper casou-se com o diretor de cinema

David Thornton e lançou uma série de discos decepcionantes.

Aos 43 anos, ela ainda quer dicersão, só que não é mais uma garota. Seu novo álbum, Sisters of Avalon, é um trabalho amadurecido. Superior as tentativas anteriores de voltar á forma, Sisters of Avalon, surpreende. O disco foi co-produzido por Mark Saunders, que já trabalhou com Neneh Cherry e assinou o fantástico disco de estréia Tricky. Ao lado das tradicionais baladas e canções pop, Sisters of Avalon, traz trip hop, dance music e até jazz. É um dos melhores discos de sua carreira. Mas não teria chegado tarde demais?

“De acordo com a imprensa, estou sempre retornando”, ela ironiza, por telefone, de Nova York. Cyndi tenta passar a idéia de que Sisters of Avalon não representa uma ruptura, mas a evolução de um projeto musical. Na entrevista ao ESTADO, ela também falou sobre sua amizade com drag queens e o que pensa do sucesso de Madonna.

Estado- Porque você decidiu reinventar-se, fazendo uma linha mais trip hop?

Lauper- Não chega a ser uma reinvenção. É mais uma evolução de Hat Full of Stars( seu álbum anterior, de 1993). As músicas começaram a ser compostas naquela turnê e os músicos que me acompanhavam se tornaram uma banda. Além disso, não é de hoje que estou gravando loops (repetição de batidas por computador). Comecei a mexer com isso em 1990, em The World Is Stone. Na época, diziam que eu era louca, porque loops lentos não funcionavam, veja só. Eu sou mais esperta do que os críticos.

Estado- Como o mito de Avalon entrou no disco?

Lauper- Quando voltei da minha última turnê mundial, li um artigo na revista Newsweek sobre uma cerimônia religiosa que mutilava os órgãos sexuais de meninos de 8 anos. Comecei a discutir com Jan Pulsford, minha parceira no álbum, sobre como as mulheres foram cortadas cirurgicamente da história universal. Coincidiu que estava lendo The 12 Laws of Merlin, que mencionava a força mística feminina na época das lendas do rei Arthur. Aproveitamos a idéia do livro para escrever uma homenagem à forma feminina.

Déborah Blando x Cyndi Lauper

Deborah Bland volta ao Brasil e no programa ela começou a entrevista lembrando da última vez que esteve aqui, em 1992, acompanhada do americano David , que estava presente na platéia. Jô desta vez perguntou se David já falava um pouco de português, e ele respondeu com um sonoro “Eu falo pra caralho…”, carregado de sotaque, para gargalhada geral de todos ali presentes.

David contou para o Jô que quando fez o programa pela primeira vez era conhecido como “Foda-se”, “Viado”. Ele é o empresário de Deborah Blando, que nasceu na Itália mas foi criada no Brasil, em Florianópolis, e depois se mudou para os Estados Unidos.

David é o mesmo empresário da cantora Cyndi Lauper, e falou que “as duas são similares, mas muito diferentes”, para nova explosão de risadas da platéia e do Jô. Ele disse que as duas são cantoras de origem italiana, mas Deborah tem mais ritmo, e é muito mais sexy.

Ele sempre acompanha a cantora ao Brasil, e só aprende “bobagens” na língua portuguesa. Deborah morava em Nova Iorque, mas mudou-se para o Colorado, para viver com o namorado Mark, assistente de um compositor e produtor de discos que tem um estúdio no meio da fazenda onde vivem. No final do programa, Deborah cantou na canja do Jô.

“Esse pequeno texto é um resumo do programa de numero 1854 de 04/15/97 do Jô Soares 11:30 exibido pelo SBT. Nesse programa Deborah Blando estava acompanhada de seu empresário David Wolf, que foi o empresário e noivo de Cyndi Lauper, atualmente Cyndi possui outro empresário e já é casada desde 1991.

O texto entra em contradição quando diz que ambas as cantoras possuem o mesmo empresário, pois quando foi realizada a entrevista ele já não trabalhava mais para Cyndi. Dizem que o encontro de Deborah com David Wolf , deu-se durante o show de 1989 em São Paulo, onde Deborah invadiu literalmente o camarim de Cyndi Lauper cantando para David. Ouve a partir dali um desentendimento entre Cyndi e David, o qual ocasionou numa separação tanto no trabalho quanto na vida sentimental de ambos..”

“Essa nota foi tirada do website do programa Jô Soares 11:30, o qual faz parte dos resumo dos programas já exibidos.”

Cyndi Lauper no Brasil

A cantora norte-americana Cyndi Lauper, que foi ícone nas décadas de 80 e de 90 e a grande estrela da era MTV, volta ao Brasil após 13 anos. Segundo o site Pollstar, que contém o maior conteúdo da industria musical, a cantora fará uma única apresentação na casa de shows Credicard Hall, em São Paulo, no dia 2 de outubro. Na Argentina, Cyndi se apresenta no dia 5 de outubro, na Lune Park, em Buenos Aires.

Após 13 anos, Cyndi Lauper volta ao Brasil.No mês passado, durante um programa de TV norte-americano, Cyndi anunciou que faria uma turnê pela América do Sul e que estava com saudades da comida brasileira: churrasco.

A última vez que a cantora passou por aqui foi em 1994, com a turnê “Twelve Deadly Cyns”, no Olympia, em São Paulo. O repertório do show deve incluir os mais importantes sucessos de sua carreira e canções de um novo álbum com previsão para lançamento em julho deste ano.

A Nova Música de Cyndi Lauper

A cantora norte-americana volta feminista em “Sisters Of Avalon”; canção título é “um rito de passagem”

Cyndi Lauper tem um gato preto. Sua parceira só usa roupas negras e colocou no filho o nome de Merlin. Seu último disco “Sisters Of Avalon”, foi gravado num bosque, “sob a energias das árvores”. Mas ela jura que é tudo uma grande coincidência .

“Eu não pensei em Avalon, em rei Arthur , não sou inglesa (risos). Venho de New York, de uma família de italianos “, afirmou à Folha, por telefone, de seu apartamento em Manhattan.

A cantora, que teve o auge na new wave dos anos 80 -vide o hit “Girls Just Want To Have Fun”-, agora abre os shows de outra veterana, Tina Turner, nos EUA.

Feminista declarada, Lauper se alterna na convicção de que é herdeira das bruxas medievais , queimadas apenas por exercerem sua liderança , e na negação a todo custo de fazer música engajada. “Quero só que as pessoas ouçam meu disco”, diz, enquanto tenta afastar Nick, o gato preto, de seu almoço. A seguir trechos da entrevista.

Folha- Qual a diferença de “Sisters Of Avalon” para seus outros trabalhos?

Cyndi lauper- Esse é meu trabalho mais coeso. Eu compus com apenas mais uma pessoa de minha banda ou então sozinha, não soa como vários pedaços desconectados. O germe da idéia veio do trabalho em “Hat Full Of Stars”.

Folha- Você traz influências de várias partes do mundo para esse trabalho. Como o define?

Cyndi lauper- Minha partner é uma tecladista e nós sempre usamos elementos eletrônicos, especialmente sons sintetizados. Mas como trabalhos como um time, eu gosto de adicionar coisas acústicas, como violinos, a caixa de música do Tennessee, acordeão etc…, porque, para mim, isso traz cor para o trabalho.

Folha- Você é uma Feminista?

Cyndi lauper- Absolutamente. A única maneira de mudas as coisas é mudá-las no seu próprio mundo. Direitos femininos são muito importantes para mim. Mas são anos e nos de preconceito.

Folha- Qual é a importância de colocar essas posições no seu trabalho?

Cyndi lauper- O que eu realmente quero falar é sobre as pessoas e a vida real que eu vejo. Quero escrever canções que dêem poder para as mulheres, como “Sisters Of Avalon”. É uma canção que é um rito de passagem para as mulheres.

Folha- Como chegou a esse nome para o disco?

Cyndi Lauper- Jane tem um filho chamado Merlin, e ela se veste de preto o tempo todo, e o marido dela comprou esse livro “21 Rules Of Merlin” e no livro havia as “Sisters Of Avalon”, mulheres que se vestem de preto e eram as curandeiras , líderes naturais. Ela estava me contando isso e Jane usa preto o tempo todo e nós começamos a rir e eu pensei: “Sisters Of Avalon”, esse é um grande nome. Meu agente também gostou.

Folha- Mas, pessoalmente, você é ligada nessa mitologia?

Cyndi lauper- Nesse momento, eu estava lendo “The Mist Of Avalon”. Mas a canção não tem nada a ver com o livro.

Folha- Vocês gravaram num bosque, foi intencional?

Cyndi lauper- Nós gravamos na floresta, a energia vinha daí, mas não foi intencional, foi no espírito da música.

Folha- Foi uma coincidência?

Cyndi lauper- Sim, foi uma coincidência. Mas eu gosto do bosque. Sabe, essas mulheres eram, na Idade Média, quando a Igreja Católica dominava a Inglaterra muitas mulheres foram queimadas, como se elas fossem bruxas, mas essas mulheres eram normalmente as que tinham outra religião lá. Elas eram as líderes espirituais e as curandeiras.

Folha- Você se considera diretamente ligada a isso?

Cyndi lauper- Sim, com certeza. Esse é o único período em que as mulheres tinham poder na sociedade. É uma sociedade onde homens mulheres viviam juntos. E isso foi tirado de nós. Não nos conhecemos, não conhecemos nossa herança. Não sabemos quem somos.

Revista Bizz 1989

Cyndi Lauper Ao Vivo
Eu estava fazendo um show, não estava? Já tinha me esquecido…”No palco do ginásio do Ibirapuera, uma garota desajeitada interrompe aos risos uma longa história sobre como foi espancada quando entregava uma faixa para Elton Jonh, há alguns anos. Depois de passar cinco minutos falando em inglês, ela parece perceber que algo está errado. “Vocês não estão emtendendo nada, não é? Não tem importância, eu não estava mesmo falando nada interessante…”

Uma festa do interior, animada por uma afinadíssima cantora, que adora dançar e contar histórias. Assim poderia ser descrito o show de Cyndi lauper, a antiestrela por exelência. Esqueçam definitivamente qualquer comparação com Madonna: Cyndi é baixinha, gordinha, desengonçada e assumidamente brega. Sua sensualidade – sempre camuflada por um ar de desdém – é apenas um elemento a mais na grande farra promovida pela loirinha desde o instante em que pisa no palco.

“I Drove All Night” é o hit que abre o espetáculo, revelando uma vocalista agitada , que insiste em levantar provocativamente seu vestido transparente de bolinhas pretas. Na Segunda canção , “Change Of Heart”, Cyndi mostra a principal arma para combater a breguice revorrente do seu repertório: uma ênfase maior para o ritmo, conduzido pelas mãos competentes da percussionista Sue Hadjoueoulos, único destaque numa banda apenas correta. O show a parte de Sue, que chega a solar em vários momentos, não é suficiente para salvar um Funk debilóide como “Primitive” – da mesma forma que os vibratos impressionantemente na melosa “My First Night Without You”. Mas nem tudo está perdido: Cyndi é capaz de dar a volta por cima e nos brindar com uma agradável versão de “What’s Going On”, clássico de Marvin Gaye (gravado por ela em True Colors). “Iko Iko”, uma canção tradicional dos negros de Nova Orleans, completa o bloco, envolvendo o público na atmosfera tribal evocada pela percussão.

“Posso parecer louca, mas tenho um bom coração.” Para provar o que diz, Cyndi passa o resto do show intercalando a “loucura” saudável dos hits do primeiro LP, She’s So Unusual, com as bem-intencionadas – e provavelmente chatas- baladinhas do vinil recém-lançado . Bastam os primeiros acordes de “She Bop” para que o público embarque numa dança frenética, que chega ao seu clímax com “Money Changes Everything”. Frenéticos são também os movimentos de Cyndi, que aproveita o embalo para se livrar do vestido, transparente, revelando uma tatuagem que desce por seu pescoço, escondendo-se no decote do mini vestido preto.

Com uma versão diferente de “Girls Just Wanna Have Fun” – que passa do Funk ao reggae sem cerimônia -, a cantora anuncia que a festa está chegando ao fim. A delicada “Kindred Spirit”, já no bis, é interrompida por gritos que pedem “True Colors”, prontamente atendidos. “Está na hora de ir para casa”, diz a nossa contadora de histórias- consciente de que, logo mais, já fara parte do passado, como sempre acontece com as tolices do universo pop. Mas todo mundo só queria mesmo era se divertir…

Cyndi lauper se prepara para cantar, terça-feira, no rio.

Cyndi Lauper recuperando-se de uma crise de bronquite,

São Paulo – vestida com uma camisa azul marinho transparente com faiscantes apliques prateados, e um ponteagudo bustiê meia taça também prateado ressaltando uma brancura translúcida, seria difícil imaginar a cantora norte-americana Cyndi Lauper dançando uma lambada. Mas ninguém precisa se preocupar com a possível intervenção.

“Só me interessa o ritmo da lambada não a dança”, disse a cantora com sua voz fina na entrevista coletiva que deu em São Paulo. “O Brasil é um fantástico ponto de encontro de ritmos”, elogiou. Só é difícil compreender a língua, seu eu ouvir português ou alemão, par mim é a mesma coisa, frisou.

Cyndi Lauper está no Brasil para fazer uma série de três shows em São Paulo, cuja estréia foi ontem, no ginásio do Ibirapuera e um no Rio de Janeiro, na terça-feira, dia 7, no maracanãzinho. Cyndi que embora jovem, recusa-se a dizer a idade (a imprensa estrangeira costuma afirmar que ela tem 36 anos).

Não quero dar parâmetros para as pessoas. Ela vem de uma excursão pelos países do Oriente incluindo passagens pela Autrália e Nova Zelândia. Em Hong Kong, a cantora que sofre de bronquite teve uma das suas crises por causa do choque térmico causado por um forte ar condicionado, foi obrigada a adiar um show da Autrália. De volta para Los Angeles, fez uma escala de três dias antes de vir para o Brasil e ao desembarcar teve uma recaída que a obrigou a cancelar uma entrevista marcada para a tarde de quinta-feira.

Até ontem à tarde ela garantia estar recuperada para os shows brasileiros. “Cantar é uma cura” regozija, “Se num show eu dou a mão para uma criança ou um fã e penso que este cumprimento pode ser uma nota musical. A troca de energia me dá saúde”, diz Lauper. Para a temporada brasileira Cyndi vai cantar o repertório de seus discos, em seis anos de carreira, que segundo a gravadora CBS já venderam mais de 13 milhões de cópias em todo o mundo. Acompanhada de 40 toneladas de som e luz 36 seguranças.

Cyndi Lauper lançou o terceiro álbum , A Night To Remember, e já é ganhadora de um disco de ouro no Brasil por vender 100.000 mil cópias. Dois outros discos de ouro e um de platina foram entregues a ela ontem pelo presidente da CBS brasileira, Cláudio Conde.

A euforia da gravadora e dos fãs paulistas que induziram à programação de um show extra no Ibirapuera chega até a ser estranha quando se pensa que Cyndi Lauper só foi conhecer os discos de Elvis Presley, Roy Orbison e Chuck Berry entre outros roqueiros básicos, depois de muitas sessões de música organizada pelo saxofonista e tecladista , John Turi, com quem formou seu primeiro grupo, o Blue Angel.

Maior estranhamento ainda foi o trompetista Miles Davis ter regravado uma de suas músicas, Time After Time. No entanto ninguém estranha qualquer comparação entre ela e Madonna apesar de a insinuação quase quebrar o humor de Cyndi “enquanto Madonna cantava Like a Virgin (como uma virgem) eu cantava She Bops (algo como, ela transa, ela rola pelo mundo)” justificou. ” A semelhança termina por aí, porque na verdade todo mundo começou a copiar meu jeito de vestir e cantar” e diz, por isso mudei.

Todas as brincadeiras e justificativas de Cyndi , na maior parte ficaram perdidas com as indefectíveis más traduções. As melhores pérolas não foram traduzidas. Numa das últimas perguntas ela até espantou-se com o extremo poder de síntese do tradutor que não se fez de rogado e disse que estava apenas resumindo.

A resposta de Cyndi tinha no mínimo 5 minutos , o tradutor resumiu para meio minuto. Mesmo assim ela disse estar feliz no Brasil, que acha o público brasileiro muito quente e todas aquelas frases simpáticas , decoradas por qualquer popstar.

Cyndi Lauper disse em São Paulo que nada tem a ver com Madonna. “Todo mundo começou a copiar meu jeito de vestir e cantar”.

Barbarizada desde cedo. E sem medo de Madonna

<!–adsense–>No período de 1983/1984 duas loirinhas de ascendência italiana explodiram nos Estados Unidos, impondo um novo visual e um novo tipo de comportamento às adolescentes. Madonna a sensual e Cyndi Lauper a escrachada.Durante todo esse tempo as duas brigaram pela pole-position invariavelmente conquistada por Madonna.

Mas Lauper conseguiu uma vitória finalmente, vai ser a primeira a visitar o Brasil, provocando os gatinhos e gatinhas em duas verdadeiras arenas, o Ibirapuera (São Paulo) e o Maracanãzinho (Rio).

Nascida, há 36 anos no bairro do Queens em Nova Iorque, Cyndi Lauper, a garotinha espevitada já começou a barbarizar na infância, sendo expulsa de uma escola católica porque perguntou se as freiras menstruavam. Através da irmã Elen (tem mais um irmão caçula Butch) descobriu sua paixão, a música.

Ganhou um violão e descobriu os Beatles, passou a trabalhar como garçonete. Começou a gostar de poesia, fugiu para o Canadá com o seu cachorro, trabalhou como modelo vivo, aprendeu judô, caratê e voltou para casa disposta a ser cantora. Em 1974, cantava em barzinhos imitando Janis Joplin, chegou a perder a voz, os médicos disseram que ela nunca mais cantaria, até que fundou um grupo chamado Blue Angel , que conseguiu gravar em 1980.

De volta a rotina de barzinhos e empregos de balconista Cyndi conheceu aquele que seria seu bem feitor, David Wolf, agente e namorado, ele a levou para CBS e para o seu primeiro LP individual She’s So Unusual. Onde vendeu 7 milhões de cópias só nos Estados Unidos, e com clips das músicas Girls Just Want To Have Fun e Time After Time.

Está última por sinal chamou a atenção de Miles Davis que bolou um novo arranjo e a incluiu em seu LP You’re Under Arrest, Steaven Spielberg também entrou na dança, convidando-a para participar da trilha de Goonies. True Colors o segundo LP de 1986, já entrou nos primeiros lugares das paradas de sucesso com Cyndi atuando também como produtora, arranjadora e compositora.

A Night To Remember lançado em agosto desse ano, que deverá ser o grosso de seu repertório aqui, conta com a participação dos guitarristas Eric Clapton e Rick Derringer e aponta o caminho da sofisticação. Cyndi Lauper não quer apenas se divertir ou superar Madonna.

True Colors Novo Disco de Cyndi Lauper

Nossa Diva brejeira

Cabelos eriçados, vestidos feitos com tiras de jornal. Maquilagem pesada e expressão corporal semelhante à de uma boneca desconjurada são os traços que compõem a imagem da cantora, guitarrista e compositora Cyndi lauper.

O som corre por conta de uma voz de grande alcance, aguda e repleta de trejeitos que remetem às cantoras de rock do começo dos anos 60. Imagem e voz fizeram dessa nova-iorquina de 33 anos um dos sucessos da atual música pop americana. Seu segundo LP “True Colors” já à venda no Brasil, alcançou em um mês o quinto lugar na lista de álbuns mais vendidos da revista Billboard, e a principal faixa do disco, True Colors, ficou um mês em primeiro lugar nas parades de sucesso da mesma revista.

No Brasil, o LP já vendeu mais de 200.000 cópias em apenas duas semanas, ao passo que a canção True Colors, tornou-se uma das mais tocadas nas emissoras de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Cyndi é a Segunda cantora pop a mais vender discos no mundo inteiro. Ela só perde para Madonna., outro símbolo de época e cujo estilo pouco se assemelha ao de Cyndi. Enquanto Madonna apela para os mitos sexuais dos anos 50, Cyndi prefere se vestir e cantar imitando divas de todas as épocas. Ela já foi chamada por exemplo, de versão roqueira de Marlene Dietrich e de versão new wave da Betty Boop da história em quadrinhos – só que com o coração de Janis Joplin.

Esse charme de muitas faces, sendo que uma delas lembra a brasileira Wanderléia – tem um público expressivo. Se Madonna atingiu a vendagem de 10 milhões de cópias com seu LP “Material Girls”, Cyndi não ficou muito atrás com o seu primeiro álbum “She’s So Unusual”, que em 1984 vendeu no mundo inteiro, dando à artista um recorde ainda não recuperado: o de figurar em primeiro lugar nas paradas de sucesso americanas com cinco faixas do disco. O mesmo LP vendeu mais de 105 000 cópias no Brasil.

Contra a moda Amada por adolescente de todo o mundo, Cyndi garante que é uma “moça comum” com idéias feministas, hábitos normais e despreocupação com a imagem pública. “Conquistei meu lugar depois de muitos anos de luta e trabalho”, diz. Filha de pai americano e mãe napolitana, ela era um desastre na escola. Em Rock, no entanto, Cyndi não tinha rivais.

Com apenas 11 anos, fazia parte de um grupo especializado no repertório dos Beatles. Aos 15 anos, fugiu de casa e começou a trabalhar como garçonete em boates de Quinta categoria de Nova York. Chegou mesmo a cantar num cabaré japonês, fantasiada de gueixa. As músicas que compunha à guitarra tinham só um destino: a própria memória. A chance musical aconteceu em 1978, quando formou a Blue Angel, uma banda que mesclava o rock dos anos 50 com o som psicodélico da década de 60.

Na época Cyndi começou a frequentar lojas de roupas usadas, onde buscava inspiração para trajes os mais extravagantes. Com a ajuda de roupas antigas, a cantora lançou a “antimoda” o mais distante possível dos padrões de vestuário atuais. Mas a maior força da cantora residia mesmo em suas canções bem-feitas, modelos arrojados feitos de encomenda para o seu lirismo sensual. Foi com esse tipo de melodia que consolidou seu trabalho-solo a partir de 1982. É o caso de Time After Time, uma canção com toques de bossa nova que encantou Miles Davis.

Cyndi Lauper é um dos grandes talentos de sua geração”, diz Miles Davis. “Suas melodias excitam a imaginação de qualquer instrumentista.” No seu último LP, Miles dedicou à música de Cyndi um arranjo definitivo, em que explicitou o valor da melodia. Até mesmo o diretor Steven Spielberg se deixou hipnotizar pelos agudos da cantora e convidou-a, no ano passado, a participar da trilha sonora do filme GOONIES. Ela gravou a faixa-tema que se tornou um dos carros-chefe para a popularidade do filme.

Talento Eclético – Em True Colors, Cyndi repete o êxito do LP anterior. O disco apresenta nove faixas cimentadas com unidade. Cyndi canta as músicas em primeira pessoa, convertendo-se ela própria em principal personagem das histórias contadas em cada canção. Cyndi faz o papel de uma Betty Boop musical e libertária numa música sobre o mundo adolescente. Conflito de gerações, encantamento amoroso, dança e devaneio são temos típicos desse mundo, pintado em rocks leves, como Change Of Heart, e baladas de sabor antigo, como excelente Maybe He’ll Know.

A principal música do disco é a faixa-título, balada de melodia tranquila e tema amoroso. Há também momentos, como no rock The Faraway Nearby, em que a cantora entoa como uma japonesa, entrecortando frases melódicas com a lâmina aguda da sua voz. Além de compor todas as músicas, ela também se encarregoude produzir os arranjos.

Cada faixa apresenta uma solução instrumental, em que predominam sintetizadores e guitarras. Com este LP, Cyndi reafirma um talento eclético capaz de atingir o grnade público. True Colors mostra uma artista madura a dominar, com bom humor, uma linguagem origianal.