Ai Ai...
É nossa função falar as coisas boas e as coisas ruins, mas nesse caso não é uma nem outra. Trata-se de um caso engraçado em que um crítico da revista Rolling Stone, que, sem ter o que escrever sobre Madonna, resolveu escrever da Cyndi Lauper e temos quase certeza de que ele não ficou em um bom lugar no show, afinal não é pra menos, é uma pessoa como outra qualquer.
Paulo Cavalcanti, que segundo ele, assistiu ao show de Cyndi Lauper em São Paulo, diz que a cantora vive de regravações e regravações, e que seu último TOP 10 foi em 1988 com 'I Drove All Night'. E? Ele ainda diz em dado momento que ela mais parece uma aparição infame das festas da Trash 80's.
Pelo menos o Sr. Paulo Cavalcanti tem razão em dois pontos.
Um é que o som do microfone dela realmente estava baixo no primeiro show de São Paulo (o que pode ser agravado por problemas de audição). Neste show em específico, onde nossa equipe estava, o som era bom, mas não perfeito. Mas se ouvia tudo que ela falava!
Já sobre a boa vontade dela ao cantar Goonies?! Não, ela realmente não gosta de cantar e é assim que ela é, todo mundo que vai ao show dela já sabe disso. Mas ela faz o que o público gosta, e atendendo aos pedidos, cantou.
Cyndi Lauper não impressiona com bailarinos, espetáculo e dança, sim, desajeitadamente (que é a marca registrada dela e não achamos que deva mudar, muito pelo contrário), mas cá entre nós, ela é um show de mulher, melhor que muita garotinha de 30 anos que vemos por aí, e temos que lembrar, ela tem 55 (cinqüenta e cinco) anos de idade. Uma senhora de idade esta no palco dançando e eu tenho de ler que ela dança desajeitadamente? Tudo bem, pelo menos ela sabe cantar, afinal, já até disseram que ela nem voltaria a cantar e realmente perdeu algumas notas e por dom aprendeu e treinou outras.
Faço também uma correção ao crítico Sr. Paulo Cavalcanti que diz que Cyndi Lauper usou um Dicionário de Português. Não, não. Ela usou um livro de ensino da Língua Portuguesa para estrangeiros e não é em formato de Dicionário.
É claro que a opinião de um crítico da Rolling Stone pouco importa. Até importa, afinal, não deixa de ser audiência à Cyndi Lauper, mas que é engraçado ver que um crítico não diferencia um livro didático de um dicionário, sendo ele quem deveria ter prestado uma maior atenção, já que queria criticar..
O mais engraçado é o momento em que ele diz que ela vive de Hit's dos anos 80 para sobreviver. Pode até ser verdade, sim, mas pelo menos Cyndi Lauper sabe fazer alguma coisa que dure, ou seja, tem canções que embalam gerações e não vão desaparecer no próximo "carnaval".
A opinião é de cada um, nós temos a nossa e obviamente vamos defendê-la, mas veja, até concordamos com o Sr. Paulo Cavalcanti em alguns momentos!
A repercussão de Cyndi Lauper na TV, jornais e revistas é explêndida e ninguém criticou negativamente, mas sempre tem aquele que precisa mostrar serviço no trabalho, não é verdade?
Temos que dar os parabéns à Cyndi Lauper pelo retorno dela ao país, uma "mulher-mãe", digna, vivída, com vida pessoal e uma pessoa humilde que toca nas pessoas, conversa, ri, se joga literalmente e não precisa de mais de cem seguranças para andar pela cidade ou dez mil latas de Red Bull. Ela é simples, sim. Ela é menos famosa, sim, mas ela é nossa Cyndi Lauper e isso é o que importa!
Vale a pena ver que a própria revista falou muitíssimo bem dos shows. Veja aqui, ou tudo sobre Cyndi na revista, aqui.



