True Colors Novo Disco de Cyndi Lauper

Nossa Diva brejeira

Cabelos eriçados, vestidos feitos com tiras de jornal. Maquilagem pesada e expressão corporal semelhante à de uma boneca desconjurada são os traços que compõem a imagem da cantora, guitarrista e compositora Cyndi lauper.

O som corre por conta de uma voz de grande alcance, aguda e repleta de trejeitos que remetem às cantoras de rock do começo dos anos 60. Imagem e voz fizeram dessa nova-iorquina de 33 anos um dos sucessos da atual música pop americana. Seu segundo LP “True Colors” já à venda no Brasil, alcançou em um mês o quinto lugar na lista de álbuns mais vendidos da revista Billboard, e a principal faixa do disco, True Colors, ficou um mês em primeiro lugar nas parades de sucesso da mesma revista.

No Brasil, o LP já vendeu mais de 200.000 cópias em apenas duas semanas, ao passo que a canção True Colors, tornou-se uma das mais tocadas nas emissoras de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Cyndi é a Segunda cantora pop a mais vender discos no mundo inteiro. Ela só perde para Madonna., outro símbolo de época e cujo estilo pouco se assemelha ao de Cyndi. Enquanto Madonna apela para os mitos sexuais dos anos 50, Cyndi prefere se vestir e cantar imitando divas de todas as épocas. Ela já foi chamada por exemplo, de versão roqueira de Marlene Dietrich e de versão new wave da Betty Boop da história em quadrinhos – só que com o coração de Janis Joplin.

Esse charme de muitas faces, sendo que uma delas lembra a brasileira Wanderléia – tem um público expressivo. Se Madonna atingiu a vendagem de 10 milhões de cópias com seu LP “Material Girls”, Cyndi não ficou muito atrás com o seu primeiro álbum “She’s So Unusual”, que em 1984 vendeu no mundo inteiro, dando à artista um recorde ainda não recuperado: o de figurar em primeiro lugar nas paradas de sucesso americanas com cinco faixas do disco. O mesmo LP vendeu mais de 105 000 cópias no Brasil.

Contra a moda Amada por adolescente de todo o mundo, Cyndi garante que é uma “moça comum” com idéias feministas, hábitos normais e despreocupação com a imagem pública. “Conquistei meu lugar depois de muitos anos de luta e trabalho”, diz. Filha de pai americano e mãe napolitana, ela era um desastre na escola. Em Rock, no entanto, Cyndi não tinha rivais.

Com apenas 11 anos, fazia parte de um grupo especializado no repertório dos Beatles. Aos 15 anos, fugiu de casa e começou a trabalhar como garçonete em boates de Quinta categoria de Nova York. Chegou mesmo a cantar num cabaré japonês, fantasiada de gueixa. As músicas que compunha à guitarra tinham só um destino: a própria memória. A chance musical aconteceu em 1978, quando formou a Blue Angel, uma banda que mesclava o rock dos anos 50 com o som psicodélico da década de 60.

Na época Cyndi começou a frequentar lojas de roupas usadas, onde buscava inspiração para trajes os mais extravagantes. Com a ajuda de roupas antigas, a cantora lançou a “antimoda” o mais distante possível dos padrões de vestuário atuais. Mas a maior força da cantora residia mesmo em suas canções bem-feitas, modelos arrojados feitos de encomenda para o seu lirismo sensual. Foi com esse tipo de melodia que consolidou seu trabalho-solo a partir de 1982. É o caso de Time After Time, uma canção com toques de bossa nova que encantou Miles Davis.

Cyndi Lauper é um dos grandes talentos de sua geração”, diz Miles Davis. “Suas melodias excitam a imaginação de qualquer instrumentista.” No seu último LP, Miles dedicou à música de Cyndi um arranjo definitivo, em que explicitou o valor da melodia. Até mesmo o diretor Steven Spielberg se deixou hipnotizar pelos agudos da cantora e convidou-a, no ano passado, a participar da trilha sonora do filme GOONIES. Ela gravou a faixa-tema que se tornou um dos carros-chefe para a popularidade do filme.

Talento Eclético – Em True Colors, Cyndi repete o êxito do LP anterior. O disco apresenta nove faixas cimentadas com unidade. Cyndi canta as músicas em primeira pessoa, convertendo-se ela própria em principal personagem das histórias contadas em cada canção. Cyndi faz o papel de uma Betty Boop musical e libertária numa música sobre o mundo adolescente. Conflito de gerações, encantamento amoroso, dança e devaneio são temos típicos desse mundo, pintado em rocks leves, como Change Of Heart, e baladas de sabor antigo, como excelente Maybe He’ll Know.

A principal música do disco é a faixa-título, balada de melodia tranquila e tema amoroso. Há também momentos, como no rock The Faraway Nearby, em que a cantora entoa como uma japonesa, entrecortando frases melódicas com a lâmina aguda da sua voz. Além de compor todas as músicas, ela também se encarregoude produzir os arranjos.

Cada faixa apresenta uma solução instrumental, em que predominam sintetizadores e guitarras. Com este LP, Cyndi reafirma um talento eclético capaz de atingir o grnade público. True Colors mostra uma artista madura a dominar, com bom humor, uma linguagem origianal.

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One Comment

  1. rogério de oliveira Reply

    otima matéria e do ano que a conheci, mas vamos lá todos nos sabemos que cyndi, ganhou dois grammys e não um o de revelação e arte da capa. e o lp she´s só unusual vendeu 16 milhões de cópias no mundo,e 300 mil cópias no brasil, já o belo true colors vendeu 12,000,00 milhões no mundo e 3 milhões nos eua e +250mil cópias no brasil!

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