Cyndi Lauper – Eu Canto o Que Vivo

A super estrela do rock vive pegando os fãs de surpresa. Seu compromisso não é com o sucesso, mas com as coisas que acredita

Ela é um verdadeiro furação. Quando pisa num palco com cabelos em pé, a roupa maluca e a voz possante, Cyndi Lauper simplesmente arrasa. Qual o segredo? Fácil! Essa superestrela do rock só canta músicas que falam de coisas em que acredita, sem se preocupar se elas farão sucesso ou não.E as pessoas adoram, porque sentem logo que o compromisso de Cyndi é com ela mesma. Só com ela.

Foi assim desde o começo da carreira.Já no título do primeiro disco, lançado em, 1984, estava dado o recado: She’s So Unusual (Traduzindo: “Ela é Diferente”). Como discordar? Aquele jeito de vestir dos loucos anos 60 com que Cyndi apareceu nos primeiros shows foi considerado pela moçada Cho-Can-Te. Ah, e tinha a voz! Completamente diferente do que se acostumava ouvir no rock até então. Era uma voz forte , que passava com a maior facilidade dos tons mais graves aos mais agudos. Nisso Cyndi é mesmo previlegiada – ela alcança quato oitavas 4/8 na escala musical, equanto a maior parte das estrelas do rock não passa das duas oitavas 2/8. Com um instrumento desses , bem trabalhado, o sucesso como cantora era só uma questão de tempo.

Ele realmente acabou chegando, estrondoso, logo no primeiro disco, o Seh’s So Unusual, que vendeu mais de 3 milhões de cópias no mundo. Mais aí os Fãs começaram a ver como é que funciona a personalidade de Cyndi. Se ela fosse uma pessoa comum, teria aproveitado o pique e simplesmente apostado na repetição.Qualquer coisa como pintar os cabelos cor-de-laranja com outra tinta qualquer, continuar caprichando nos arranjos dançantes das músicas e faturar montahas de dólares. Mas o que ela fez foi sair de cena tão repentinamente como entrou. Ficou dois anos “escondida”, para reaparecer , em 1986 com um outro disco – True Colors – um visual quase normal. Ou seja, cabelos loiros comportados e jeans justo. Só Cyndi pegou seu Fã-Clube de surpresa. Mas todo mundo entendeu rapidinho: não se tratava de um ídolo comum, um astro com rota prevista. Cyndi é na verdade um cometa errante. Cheio de surpresas. Sua vida é a melhor prova disso.

Nascida a 22 de junho de 1953, num bairro pobre de Nova York, Cyndi Lauper era a segunda de três filhos de um casal de ítalo-americano. Aos 14 anos , para não passar fome, ela foi trabalhar num escritório, enquanto a mãe, a essas alturas já era separada do pai, dava duro em dois empregos. Nos anos 70 Cyndi abandonou a escola e foi para o Canadá, onde acabou fazendo cursos de arte. Ao voltar para os Estados Unidos, ela começou a freqüentar o ambiente musical, cantando em pequenos clubes noturnos em Nova York.Passou por diversos grupos, como o Blue Angel, especializado em “rockabilly”, ritimo precursor do rock moderno.

APESAR DE ALGUNS FRACASOS ELA FOI EM FRENTE

A Incrível voz de Cyndi chamou, finalmente, a atenção de um produtor de discos. Daí para frente, foi fácil, apesar de alguns fracasos. Como o seu primeiro filme “Vibes”, que não fez sucesso, ou as críticas negativas ao último disco A Night to Remember, lançado este ano com a participação especial de Eric Clapton, Nile Rogers e outras feras do rock. Ela seguiu em frente sem se abalar.

Hoje Cyndi Lauper se transformou numa espécie de marca da geração 80, ao lado de Madonna. “Eu canto o amor, a tristeza, a vontade de voar. Estou atrás do significado de tudo isoo. Na verdade , só canto o que sinto. Por isso me apavoro quando vejo que as garotas querem se parecer comigo. Cada um tem seu próprio caminho, no dia em que as pessoas se parecerem apenas consigo mesmas, o mundo será bem melhor.

Cyndi Lauper – Ex-Menina Levada

Cyndi Lauper usou e abusou da sua imagem de “menina levada” com cabelos coloridos nos anos 80. Mas agora – depois que ela saiu com seu último álbum, HAT FULL of STARS – , percebeu que esse negócio de maquiagem carregada e visual de cigana não iria vender mais tantos discos como antigamente.

Numa jogada quase inteligente, gravou uma versão diferente para seu maior hit posou de mulher adulta e , para completar, lançou esta coletãnea, intitulada Twelve Deadly Cyns…And Then Some (Epic).

Todos os seus grandes sucessos estão aqui: “True Color”, “She Bop”, “Time After Time”, “Change of Heart” e muitos mais. Claro que não poderia faltar nesta antologia a inevitável versão original do famigero hit “Girls Just Want to Have Fun”, que chega ao lado de sua reatualização da canção para o ano 1994, acompanhada do sintomático subtítulo de “Hey Now”.

Para completar o pacote – e tentar eliminar a desagradável impressão de caça-níqueis que acompanha este disco -, ela apressenta mais duas músicas inéditas: “I ‘m Gonna Be Strong” e “Come on Home” . Na verdade pode-se dizer que Cyndi não traz nada de novo em ambas, mas as duas canções “dão para o gasto”, mesmo deixando saúdades daqueles tempos em que a cantora estava bem mais inspirada.

Cyndi Lauper mudou. Sem se julgar se foi para melhor ou para pior, uma pergunta fica no ar. Será que no mercado fonográfico atual ainda existe público para ela? Responda você

Cyndi Lauper – At Last Legendas Traduzidas

I grew up in a working-class neighbourhood surrounded by what some called ordinary people but who lived extraordinary lives. I’ve always been inspired by these people and their dreams. In my house my mom always said if you ever wanted anything “chic” or “co-chic” you could always find in Manhattan. So, I always found myself dreaming of Manhattan. I was lucky enough to go to high school there and every morning at 8 o’clock I would wait on the platform of the Manhattan bound A train at 104th Street and Liberty Avenue and I’d watch all the people on their way to Wall street. They were chic in their suits and Sunday coats. Standing there made me feel like I was on my way to a magical place. A place where a gal from Queens could lose the *S* and become a queen.

Eu cresci num bairro de operários rodeado por algumas pessoas comuns mas que tiveram vidas extraordinárias. Eu sempre fui inspirada por estas pessoas e seus sonhos. Em minha casa minha mãe sempre dizia que se você quisesse algo chique ou quase chique, você sempre podia encontrar em Manhattan. Então sempre me pegava sonhando com Manhattan. Eu tive sorte de estudar o colegial lá e toda manhã às 8 horas eu esperava o trem na plataforma A com destino à Manhattan na rua 104 com a Avenida Liberty e assistia todas as pessoas indo para a Wall Street. Eles eram chique em seus ternos e casacos. Estando lá me fez sentir como se eu estivesse indo para um lugar mágico. Um lugar onde uma garota do Queens perderia o S e se torna uma rainha.

Introdução de STAY

Thank you ! Thank you very much! When I was a kid I looked forward to the summers because huh we would always go out to Long Island and visit my aunt Gloria and uncle Frank and my cousin Linda. We, you know, I lived in Queens. In Queens, where I lived the backyards were cement. But, you know, they had moved up in the world. They had grass and a four-foot pool in the their backyard. This was good. Anyway, I used to love going there in the summers because we’d always have these pool-parties, we could, you know, have a blast all day as a little kid, and then a barbecue and then just around the time when you start to set the marshmallows on fire, which, you know, to me was a delicacy at that time. It was one of those delicacies, really burnt marshmallows. And there’s always a grown-up going, ” no! no! Don’t burn it! Just toast it! ”

You know and huh, what can I tell you? Anyway, around that time, my aunt Gloria would hang her Chinese lanterns up and take out her Latin records. And these were great album covers. You know, as a little kid, I just remember looking at them and going, ” oh, wow!” because they would always have some lady in a cocktail dress, dancing wildly, kinda like, you know, so of course. I’m her now. Now you, yeah, because I always said, ” I wanna be like her”. See what I’m saying? Anyway, so, huh, I would look at these covers and there was always a guy with flouncy sleeves playing the conga drum. I must confess, I eyed his outfit too, always. So, you know, every now and again, I`ll switch , but huh, but that lady… And then my aunt, of course, you know, she’d play the music, she’d take the stereo speakers and she’d put them in each of the bedroom windows in the back, pointing out, and we’d learn the chacha. And then when the kids, us kids, we got bored, we’d go into our cousin Linda’s room and she’d take out all her 45s and she would have like, you know, ” Maurice and the Zodiacs” and she’d have like ” Frankie Lyman and the teenagers” and ” The beach boys” and it was kinda like, that’s the kids room, the kids’ music, everybody has a kid name. So, when I got tired of that, I’d go back out to my aunt again and do the “chacha” and when I got tired of the grows-up I went back to my cousin’sroom. I spent most of the night going back and forth and back and forth. So, if you stand in the middle, right?, between my aunt Gloria’s Latin music and my cousin Linda’s 45s, that is exactly how this next song sounds.

Obrigada, muito obrigada.!
Quando eu era criança eu esperava ansiosamente pelos verões porque nós sempre íamos para Long Island visitar minha tia Gloria, meu tio Frank e minha prima Linda. Sabe, eu morava no Queens. No Queens onde eu morava, os quintais eram feitos de cimento. Mas, sabe, meus tios subiram na vida. Eles tinham grama e uma piscininha no quintal dos fundos. Isso era bom pois eu costumava amar ir lá nos verões pois nós sempre tinhamos essas festas na piscina, nós podíamos, sabe, bagunçar o dia todo e depois havia o churrasco, e na hora que os marshmellos começava a queimar , sabe, para mim era algo fino naquela época. Uma daquelas sobremesas finas , marshmellos bem queimados e então vinha sempre um adulto dizendo, Não não, Não queime, só toste.

Você sabe, o que posso lhes dizer. De qualquer forma, naquela hora minha tia Glória pindurava suas lanternas chinesas e tirava da caixa todas os seus discos latinos. E eles tinham capas bem legais. Sabe quando criancinha eu me lembro de ficar olhando-os pensando ,whow, pois eles tinham sempre algumas damas num vestido coquetel dançando selvagemente, tipo assim, e é claro, sou uma delas agora. Eu sempre dizia, eu quero ser como ela. Entende. De qualquer forma eu sempre olhava as capas daqueles discos e sempre tinha um cara vestido de camisa com mangas de babado tocando a conga. Eu devo confessar que olhei aquela roupa também. Mas , sabe, de vez em quando eu as uso também mas aquela dama. E então minha tia colocava os discos para tocar e tirava as caixas de som e as colocava em cada janela do quarto, apontadas para onde aprendíamos a dançar o chacha. E então quando nós crianças ficávamos enjoados, nós corriamos para o quarto de minha prima Linda e ela pegava todos os discos de 45rpm que ela tinha tais como: Maurice and the zodiacs, Frank Lyman and the teenagers e os beach boys e era algo do tipo, este é o quarto das crianças, com música de criança e todo mundo tem nome de criança. Então quando eu ficava enjoada daquilo tudo eu voltava novamente para minha tia e dançava o chacha e quando cansava dos adultos eu voltava para o quarto de minha prima. Eu passei a maior parte da noite indo e voltando várias vezes. Então, se você ficar no meio, certo, entre a música latina de minha tia Glória e os discos de minha prima Linda, isso é exatamente como se parece a próxima canção.

Introdução de WALK ON BY

Ok, this one is off of the At Last CD, yeah, that ain’t right. Wait a minute, that’s alright. Ok, here we go. Anyway, this is off of the the At Last CD, of course it’s not the same version, but since this was a live DVD and I figured it changes all the time when it’s live, why not? And also, you know, some of the medication wore off. Anyway, this is off of the At Last CD and it’s called ” Walk on by”.

Ok, esta canção é do Album At Last, isso não está certo. Espere um minuto, Tá tudo bem. Ok, vamos lá. De qualquer forma, esta aqui é do album At Last , e é claro ,não é a mesma versão mas como isso é para ser um dvd ao vivo eu acho que deve-se mudar sempre quando se é ao vivo, por que não? E também, vocês sabem, o efeito dos remédios está passando. Chega de papo-furado esta canção vem do album At Last e se chama Walk on by.

Feb 20 Introdução de SHE BOP

So, huh, this next song. Feel free to sing along or whatever it is you would do on this next number. I figured we’d do the French version, in honour of the kinda you know, I did like you know, a more sophisticated thing.

Bem, esta próxima canção. Sinta-se à vontade para cantar ou fazer o que quiser neste próximo número. Eu acho que fizemos uma versãoFrancesa, para homenagear algo tipo mais sofisticado.

Introdução de SISTERS OF AVALON

How you doing? Ok, you ok? Huh, I love using the amplifier. Anyway, huh, this song, there’s no room in the trunk, it’s little. Ok, this huh, I won’t even tell you. I can’t. I know they won’t put it on. I hope not. But the truth is, you know, sometimes it’s like the Beverly Hillbillies, you know. I’m leaving, I’m packing, It’s endless. My poor assistant. No, I think you should take that, you should take that too. But I have to get another suitcase. And that, and that, and that, and that. There’s a trailer behind my tour bus. It’s like the Beverly Hillbillies. It’s like Lucy!. I’m kidding, ok this song, huh, this next song is the title track if my Sister of Avalon CD.

E ae, como vão? Tudo jóia? Eu amo usar amplificadores. De qualquer forma, esta canção, não há espaço no porta-malas, é pequeno. Ok, eu nem vou lhes dizer. Não posso. Eu sei que a equipe não vai colocar isso no dvd, assim espero. Mas a verdade é que às vezes isso tudo se parece como o filme da Família Buscapé, sabe, eu vivo indo, empacotando, é algo sem fim. Minha pobre assistente diz que acha que devo levar isso ou aquilo mas na verdade eu preciso mesmo é comprar uma outra mala. E também levar isso, aquilo, aquilo outro. Tem um trailer atrás de meu onibus de turnê. É com certeza como a Família Buscapé, é como a Lucy. Brincadeira, bem esta canção é a faixa-título de meu álbum Sister of Avalon.

Introdução de TRUE COLORS

Ok want to mop me Val ? In 1986 I was fortunate enough to come upon this song. A friend of mine had passed away and he always. When he was sick we didn’t know what the heck was wrong, we thought if we sneeze we would kill him, if he sneezed he would kill us. It was so horrible for us at that time and huh, ” That’s what friends are for” was out at that time and he kept saying, Cyndi, write me a song like that. I wrote him a song where I poured my heart out. I think my liver too. I was never, you know, one of this hits songs, (imcompreensível), huh but you know, in the intro in that album I found that song and it was perfect because it made me feel better and I sang it for him, for his survivors, his friends who loved him and, huh, eventually it became the kind of song he wanted me to sing for him. It was written by Billy Steinberg and Tom Kelly and huh, I arranged it with Peter Wood who also passed away, not from the same thing, but in the end, I think that when he saw what this song became, and it became bigger than me, it became bigger than us and became everyone’s song to feel better for so many different reasons and huh, I just feel fortunate enough to be to have been part of it and huh I dedicate it to my friend Gregory and to all who survived it and to all the people who embraced this song and how this song helped them too. 1 and 2 and 3 and 4 and….

Quer me secar Val? Em 1986 tive sorte de encontrar essa canção. Um amigo meu tinha falecido e quando ele estava doente nós não sabíamos que raio estava acontecendo, nós pensávamos que se espirássemos nós o mataria, se ele espirasse ele nós mataria. Foi horrível para todos nós naquela época e a canção ” That´s what friends for” estava no auge naquele momento e ele vivia dizendo, Cyndi escreva-me uma canção como essa. Eu escrevi para ele uma canção onde eu coloquei todo meu coração, acho que meu fígado também. Não foi um daqueles grandes hits mas no intro daquele álbum eu encontrei aquela canção e foi perfeita pois me fez sentir melhor e eu cantei para ele, para os amigos deles que o amavam muito e finalmente se tornou o tipo de canção que ele queria que cantasse para ele. Foi escrita por Billy Steinberg e Tom Kelly e eu a trabalhei com Peter Wood que também faleceu mas não do mesmo motivo, mas no final, eu acho que quando ele viu o que essa canção se tornou e se tornou maior que eu, maior que nós e se tornou a canção de todos que sentem-se melhor por muitos diferentes motivos e eu me sinto sortuda de ter feito parte disto e eu quero dedicar esta canção para meu amigo Gregory e todos àqueles que sobreviveram e para todas as pessoas que abraçaram esta canção e como ela as ajudou em sua causa também.

Introdução de IT’S HARD TO BE ME

This next song, huh, is the song that huh, I actually fell off the stage in Oklahoma too it’s called ” it’s hard to be me” when I fell obviously that’s what I was thinking, it was really hard to be me, anyway, huh, so, I fell off the stage, I thought it was karma for saying things cause you know at that time when I wrote the song I had been up late watching tele, you know, watching the TV on, I couldn’t sleep, of course, I left the TV on and then you know I saw like, you know, to start off with, you know, the sport channel and CNN and then Larry King and somehow it turned it into the Court Channel and Judge Jody and in between there I saw the Anne Nicole Smith trial. Are you following me now? And uh, and so, and uh, in that Court thing, you know, in the end I guess to rub salt in the wounds, I don’t know a guy goes up to her and says, you know, how do you think it went?, you know, how the hell do you think it went?, you know, pretty crappy, no, excuse my language, pretty bad, ok, anyway, so, she turned around and she said, huh, she said ” you know, it’s hard to be me!” and I thought to myself, whow, I thought I was the only person who thought that. I kinda thought to myself, you know, ” Great minds never mind” huh, anyway, now are you see and there you go, that’s what happens. Anyway, my son, huh, my little son he call this the loud song and when he was two he sang it quite often and most kids at two do because it has “me” in it a lot they like to say “me” so, I just thought I’d give you a little backward, 1,2,3,4.…

Feb 20 Esta próxima canção, eu na verdade cai fora do palco quando estava cantando-a, em Oklahoma também ela se chama ” It´s hard to be me” e quando eu cai fora dele, é claro que eu estava pensando, foi muito dificil ser eu mesma, de qualquer forma, quando eu cai eu pensei que fosse karma por dizer coisas pois naquela época, quando eu escrevi a canção, eu ficava até tarde assistindo tv e não conseguia dormir, claro né, com a tv ligada, e então eu via os canais de esporte, a CNN e depois o programa do Larry King e de alguma forma fui parar no canal Court Channel e Juíza Jody e entre tudo isso eu assisti ao julgamento de Ann Nicole Smith. Vocês estão me acompanhando? E então nesse lance de Corte, no final um cara vira pra ela e diz- Como vc acha que foi?Que diabos vc acha como foi? Que merda, quero dizer, desculpem-me meu linguajar, muito mal quis dizer, bem de qualquer forma ela virou e disse ” è dificil ser eu” e pensei comigo mesma ,whow, e eu pensando que era a única pessoa que se achava assim. E pensei comigo ‘ Grandes mentes, nao importa” huh, viram o que acontece. Meu filho, ele acha esta canção bem barulhenta e quando ele tinha dois anos ele cantava frequentemente e a maioria das crianças com dois anos de idade fazem isso pois tem `mim’ nela. Eles gostam de dizer `mim` , bem acho que já lhes passei alguma informação suplementar….rss…

Introdução de TIME AFTER TIME

Thank you!! See, I needed the costume change. Oh yeah, well, I didn’t want you to see the sex of my unborn next child or something. ( fala incompreensivel ??!*?) “Play it” I know. What do you think I play this one for? Everybody else who played this is dead. It’s about 100 years ago this was very popular, and there you go a wise guy sitting there going. Did you hear that chord? That was wrong. Who knows what chords? Who cares? Ok, never mind.

Obrigada. Viram, eu precisei mudar a roupa É , eu não quis que vocês vissem o sexo de meu filho que ainda não nasceu ou outra coisa. Toca aí logo. Eu sei, pra que você acha que eu toco isso? Todo mundo que tocou isso já está morto, Há cerca de 100 anos isso era muito popular e agora vem vc sabichão me dizendo isso, Você ouviu aquele acorde? Que estava errado? Quem sabe o que acordes são?Quem se importa? Ok, não importa

Introdução de GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN

Go ahead, go drum for me baby. Vamos la baby, toque essa bateria pra mim. There you go, see you, thank you!!! Valeu pessoal, vejo vocês em breve. Obrigada.

FINAL

Most of my childhood I came here I spent many summers at the rockaway and at Long Beach. The city of New York is an amazing place because the variety of people is so fantastic that it’s a very inspiring place to live, specially to grow up in. Look at it how could you not be inspired to poetry. I always have to remind myself you’re not just giving a good voice and you’re not just given the ability to articulate what it is feel. You’re also given who you are and who you are is part of your instrument and the people who raise you they’re part of your instrument and your surroundings are also a gift and your muse and I guess it took me a long time to realize all of that.

Na maior parte da minha infância eu vinha aqui, passava muitos verões em Rockaway e em Long Beach. A cidade de Nova Iorque é um lugar surpreendente pois a variedade de pessoas é tão fantástica que é um lugar inspirador para se morar, especialmente para se crescer. Olhe ao redor, como não é possivel inspirar uma poesia. Eu sempre achei que não recebi somente uma boa voz, e que não só recebi a habilidade de articular o que sinto. E tudo que você é, faz parte de seu instrumento e as pessoas que te criaram fazem parte de seu instrumento também e o ambiente e as suas inspirações também são um dom e eu acho que me levou um longo tempo para perceber tudo isso.

FOREST PARK

This is Forest Park and this is a carousel I used to came to when I was a little kid, when I was a kid I was only allowed a certain amount of rides on the carousel. Nowadays I can get as many rides as I want. These are all hand carved, it’s absolutely beautiful. Look at this guy. This is one of the jewels of Queens’ Forest Park and this carousel has been ridden by many little kids and big kids.

Este é Forest Park e este é um carossel que eu costumava vir quando eu era garotinha e naquele tempo só era permitido rodar um certo número de voltas. Hoje em dia eu posso ter quantas voltas eu quiser. Estas peças foram todas talhadas à mão, é absolutamente bonito. Olhe só para este cara. Esta é uma das jóias do Forest Park em Queens e este carrosel tem rodado com muitas criancinhas e criançonas.

Feb 20 DRIVING WITH CYNDI

This is the Atlantic Avenue. I lived off of Atlantic Avenue down here. This is 101st Avenue. This is where I used to wait for the bus to go to Junior High School. Coming up, there’s a movie theater on my left and that’s where I went to go see ” A hard day’s night”. Different moments in my life. ” A hard day’s night, Rocky and Annie Hall”, different moments. Esta é Avenida Atlântica. Eu morava aqua bem lá em baixo. Esta é a Avenida 101.

Aqui era onde eu costumava esperar pelo onibus para ir á escola. A seguir, tem um cinema a minha esquerda e ali era onde eu vinha assistir “

A hard day’s night”, “Rocky, o lutador” e “Annie Hall”. Diferentes momentos em minha vida. This used to be a dump but they changed it, thank goodness and now it’s a wildlife refuge. They had to have a place to put the rats….Oh, I’m kidding!!

Isto aqui costumava ser um lixão mas eles mudaram, Graças a Deus e agora é um refúgio de vida selvagem. Eles tiveram que achar um outro lugar para colocar os ratos….rs……Oh, tô brincando.

SUNDAY DINNER

I used to fish off of this bridge with my grandfather and my sister and my brother and my mother and ,you know, my stepfather. My stepfather was big on blow fish. My grandfather was big on eel cause my grandmother hated them. She’d always put them in the sink downstairs. My grandfather would come home and put the eel in the sink downstairs and then he had to kill them and clean them and earghhh!!! It’s wrong. You know the blow fish he’d catch them. They were nasty and then you’d chop the heads off, there’s a little pieces of meat inside, you’d take that and clean it but that’s what we would catch all day in buckets full. That was our Sunday dinner.

Eu costumava pescar desta ponte com meu avô, minha irmã, meu irmão e minha mãe e meu padrasto. Meu padastro gostava de bacu, meu avô gostava de moréia mas minha avó os odiava. Ela sempre os colocava no tanque. Meu avô vinha pra casa e colocava as moréias no tanque também e então ele as matava e as limpava e earghhh!!! Que nojo. Ele pegava os bacu que eram muito nojentos e então os cortava a cabeça e recheava com pedacinhos de carne, você pegava aquilo e limpava, mas na verdade, era aquilo que fazia o balde ficar cheio e este era o nosso jantar de domingo.

Feb 20 BROAD CHANNEL

There’s a strange kind of beauty here and poetry here that it used to have to drive through and look at because it was inspiring and to the right here and there it goes right to the water. But off of a certain, right on that water you can see the city skyline which is stunning. And this is a very strange area broad channel. It’s ,huh, it used to be a lot of Irish and Italian and I’m not sure who lives here now. You know, but if it’s a place that, huh, my neighbourhood is, was, immigrants but we came from the immigrants who settled there and then they moved, we moved, and new immigrants came, so, I guess the neighbourhood kinda hasn’t changed, it’s just different countries, different immigrants that come.

Existe um estranho tipo de beleza aqui e de poesia também. Eu costumava amar dirigir por esses lados e veja como isso era inspirador e bem aqui na direita e ali vai em direção ao mar. Mas daqui a água é possível ver o paronama da cidade que é surpreendente. E aqui é um bairro meio estranho. Aqui costumava ter muitos Irlandeses e Italianos, agora não tenho certeza quem mora aqui. Meu bairro era de imigrantes mas nós viemos deles que se estabeleceram lá e então se mudaram, e nós mudamos e novos imigrantes chegaram, então eu acho que a vizinhança não mudou tanto, são apenas paises diferentes com diferentes imigrantes que chegam.

A estrela de Time After Time; true Colors…

Cyndi Lauper desembarcou ontem, no início da tarde no aeroporto de Guarulhos em São Paulo. Cercada por um aparato de segurança que deixou frustrados os muitos fãs que a esperavam, mas não foi a única frustração, a entrevista marcada para as 17 horas foi cancela de última hora, pois Cyndi está-se recuperando de um princípio de bronquite que a acompanha desde Hong Cong.

Cercada por 20 toneladas de som, 10 de luz e cenário próprio, Cyndi Lauper estréia hoje no ginásio do Ibirapuera, a parte brasileira de sua turnê mundial, que surpreendeu o Japão, Coréia do Sul , Filipinas, Nova Zelândia e Austrália.

Cyndi apresentará o show de seu último disco, A Night To Remember, e estará acompanhada por Kevin Jenkins (baixo), Sue Hadjoupoulos (percussão), Pat Buchanan (guitarra), Jim Yaeger (teclado), Tony James (bateria), e John Turi (sax e teclado). Serão três shows, de hoje a domingo no Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) e um no Maracanãzinho (Rio).

Cyndi Lauper – Uma Canceriana Sensível

Cyndi Lauper nasceu nas primeiras horas da passagem do Sol pelo signo de Câncer, no dia 22 de junho de 1953, ainda sujeita, portanto, aos fluídos geminianos. De porte mediano e olhar sonhador, seu ritmo vital e lendo e compulsivo, movida diretamente pelas emoções que experimenta. Imaginativa e sentimental, tem a sensibilidade à flor da pele, sendo às vezes bastante temperamental.

No Trabalho deixa-se levar pela intuição e pela fantasia. Receptiva, raramente toma as iniciativas, preferindo manter as situações estáveis e acomodadas.

No Amor é apreensiva, buscando proteção no ambiente doméstico e familiar. Emotiva, mas intável e angustiada, tem reações infantis e um jeitinho maternal e protetor.

Detalhe Astral – Marte cruzava o sol quando Cyndi nasceu, acrescentando características mais ativas e agressivas a esta sensível canceriana. A lua em quarto-crescente, instabiliza seu humor. Saturno e Netuno, conjugados em Libra, equilibram um pouco seu espírito, adicionando paciência e sensatez, racionalizando um pouco suas aguçadas emoções.

São coisas de Câncer
Insegurança, apego, insatisfação afetiva e um comodismo preguiçoso.

Mas também
Feminilidade, candura, receptividade e um rico mundo de sonhos

Twelve Deadly Cyns … And Then Some

A cantora norte-americana Cyndi Lauper, 40, parece ter sobrevivido ao fim dos anos 80. Depois de lançar há dois meses o disco “Twelve Deadly Cyns… And Then Some”, com seus maiores sucessos, faz uma turnê promocional que passa pela América Latina, Japão, Europa e Ásia. O sucesso do disco, considerado por ela “inesperado” trouxe de volta às paradas a música “Girls Just Wanna Have Fun”, com a qual ela estourou em todo mundo em 84. Cyndi falou com exclusividade à Folha, por telefone, de NY.

Folha – Como seu disco foi feito?
Cyndi Lauper – Esse disco é uma antologia. Procurei reunir meus maiores sucessos e incluí a música “I’m Gonna Be Strong”, que eu gravei com minha banda Blue Angels, em 84. Resolvi gravar também a versão de “Girls Just Wanna Have Fun” feita para meus shows. Acho que música é uma coisa viva,
por isso não queria mostrar só canções antigas. Há outras pessoas me ouvindo agora.

Folha -A idéia de colocar drag queens no videoclipe de “Girls Just Wanna…” saiu de sua apresentação nos Gay Games?
Cyndi – Sim, chamei drag queens que se pareciam com gente de verdade. Não queria só drags glamourosas. Me senti muito honrada com a participação delas na minha apresentação. Foram as pessoas mais profissionais com quem já trabalhei. Acho que esse é o ano das drags.

Folha – Essa nova versão foi produzida pelo DJ Junior Vasquez. Você pretende se tornar uma cantora de dance music?
Cyndi – Sempre adorei dance music. Não sei dançar, mas sempre estive ligada ao estilo. Não tento mais me encaixar em nenhuma definição. Eu adoro o ritmo, mas não sei se sou uma cantora dance.

Folha – Você busca inspiração nos clubes e nos DJs?
Cyndi – Procuro estar sintonizada com o que acontece no cenário pop, mas gosto de todos os tipos de música. Sempre que não estou trabalhando saio com Junior Vasquez para ver o que há de novo na noite.

Folha – O que pretende fazer depois dessa turnê?
Cyndi – A turnê deverá se estender até o começo de 95, mas ainda não sabemos o que vai acontecer. Não esperava que esse disco fizesse tanto sucesso, pois é uma coletânea. Mas quero aproveitar para compor canções para o novo disco enquanto estiver na estrada.

Cantora anuncia gravidez e começa turnê pelos EUA com Tina Turner

Cyndi Lauper espera seu primeiro filho aos 42 anos.

A cegonha deveria receber salário dobrado. Nos últimos meses, trabalhando feito doida, distribuiu rebentos entre astros e internacionais. A megastar Madonna, o casal Antonio Bandeira e Melanie Griffith foram brindados no ano passado. Em fevereiro nasceu Prince, o bilionário herdeiro de Michael Jackson. Agora quem anuncia sua gravidez é a cantora Cyndi Lauper, de 42 anos de idade. “Tenho a sensação de que esta criança vai entrar para universidade, se demorar mais”, declarou a cantora, em sua 11a semana de gravidez. Cyndi Lauper começa hoje uma turnê americana ao lado de Tina Turner.

Considerando um dos melhores trabalhos de sua carreira, a futura mamãe acaba de lançar seu álbum Sisters Of Avalon, em que faz uma homenagem à forma feminina. É um trabalho maduro, talvez devido à proximidade da maternidade. Ao lado das tradicionais baladas e canções pop, o disco mistura vários estilos, como trip hop, dance music e até jazz.

Cyndi Lauper teve grandes momentos de glória. Seu àlbum She’s So Unusual, de 84, foi dos mais vendidos na época, rendendo-lhe indicações para vários prêmios Grammy. A música Girls Just Want To Have Fun virou hino entre a moçada e seu estilo, rebelde e irreverente, foi imitada por muitas, Madonna foi a mais bem-sucedida delas.

A ex-rival de Madonna ressurge em álbum no qual mistura techno, exotismo e rock

Cabelo multicolorido e um visual à La Janis Joplin, Cyndi Lauper era a rival de Madonna no inicio dos anos 80. Assim como acontece hoje com Alanis Morissette , ela foi a sensação de 84. Músicas como Girls Just Want To have Fun e Time After Time tocavam sem parar e tudo indicava uma carreira plena de sucesso para a novata que tomou conta das paradas com She’s So Unusual , o disco de estréia, que vendeu mais de 10 milhões de cópias. Mas as coisas não foram assim e Cyndi Lauper tenta outra vez, depois de Ter atacado de diretora de vídeos e até de atriz. E de Ter feito sucesso com Twelve Deadly Cyn’s, uma coletânea requentada que saiu há dois anos.

Sisters Of Avalon, o disco novo, segue as linhas do ecletismo. Na crise da meia idade, Cyndi atira por todos os lados. Reuniu um time de excelentes músicos, vindo de diversos países. E chamou o produtor Mark Sanders, conhecido pelo trabalhos com os modernos Tricky e Neneh Cherry. E ela assina todas as faixas, a maioria em parceria com Jan Pulsford. Resultado: é um bom disco, apesar de indefinições. E a voz deliciosa da moça continua um capítulo à parte.

A faixa-título é uma espécie de evocação.. Ballad Of Cleo & Joe é quase um Funk nervoso, misturado com música irlandesa e Fall Into Your Dreams uma balada poderosa. Nada demais, You Don’t Know é marcada por órgão e guitarras. Surpresa, Love To hate segue pelos rumos do rock alternativo com suas guitarras nada comportadas. E Unhook The Stars é hip hop que abre caminho para faixas marcadas pelo exotismo, como Searching e suas batidas orientais. Mother traz citações de músicas de Yma Sumac e abre espaço para vocais exóticos e batidas mais ligadas a world music, como Fearless, balada suave ao estilo new age, que acaba com barulho de trovões.

A Techno Brimstone and Fire tem uma levada gostosa, remete a um balanço que chega a lembrar os melhores momentos da cantora. E a Say a Prayer é a melhor balada, com letra meiga, trechos falados e uma batida moderna. E ao final, como faixa extra, uma gostosa brincadeira de estúdio traz a gargalhada de Cyndi Lauper.

Jornal o Estado de São Paulo – 15/04/97

Cyndi lauper volta à forma em novo disco a cantora fala do seu surpreendente álbum “Sisters of Avalon”, evolução de um projeto musical anterior, em que faz homenagem à forma feminina e é considerado um dos melhores trabalhos de sua carreira.

Marcel Plasse (Especial para o Estado)

Cyndi Lauper, para quem não lembra , era a sensação da musa pop em 1984. O álbum “She’s so Unusual” foi indicado para vários troféus Grammy , a música Girls Just Want To Have Fun virou hino da geração MTV original e seus cabelos multicoloridos, atitude rebelde e roupas que não combinavam umas com as outras provocaram uma série de imitadoras- Madonna foi a mais bem sucedida delas. Naquela época, ela era a cantora mais popular do mundo.

A cantora teve outros momentos de glória, como os hits Time After Time e True Colors, mas esse passado parece cada vez mais distante. Cyndi lauper casou-se com o diretor de cinema

David Thornton e lançou uma série de discos decepcionantes.

Aos 43 anos, ela ainda quer dicersão, só que não é mais uma garota. Seu novo álbum, Sisters of Avalon, é um trabalho amadurecido. Superior as tentativas anteriores de voltar á forma, Sisters of Avalon, surpreende. O disco foi co-produzido por Mark Saunders, que já trabalhou com Neneh Cherry e assinou o fantástico disco de estréia Tricky. Ao lado das tradicionais baladas e canções pop, Sisters of Avalon, traz trip hop, dance music e até jazz. É um dos melhores discos de sua carreira. Mas não teria chegado tarde demais?

“De acordo com a imprensa, estou sempre retornando”, ela ironiza, por telefone, de Nova York. Cyndi tenta passar a idéia de que Sisters of Avalon não representa uma ruptura, mas a evolução de um projeto musical. Na entrevista ao ESTADO, ela também falou sobre sua amizade com drag queens e o que pensa do sucesso de Madonna.

Estado- Porque você decidiu reinventar-se, fazendo uma linha mais trip hop?

Lauper- Não chega a ser uma reinvenção. É mais uma evolução de Hat Full of Stars( seu álbum anterior, de 1993). As músicas começaram a ser compostas naquela turnê e os músicos que me acompanhavam se tornaram uma banda. Além disso, não é de hoje que estou gravando loops (repetição de batidas por computador). Comecei a mexer com isso em 1990, em The World Is Stone. Na época, diziam que eu era louca, porque loops lentos não funcionavam, veja só. Eu sou mais esperta do que os críticos.

Estado- Como o mito de Avalon entrou no disco?

Lauper- Quando voltei da minha última turnê mundial, li um artigo na revista Newsweek sobre uma cerimônia religiosa que mutilava os órgãos sexuais de meninos de 8 anos. Comecei a discutir com Jan Pulsford, minha parceira no álbum, sobre como as mulheres foram cortadas cirurgicamente da história universal. Coincidiu que estava lendo The 12 Laws of Merlin, que mencionava a força mística feminina na época das lendas do rei Arthur. Aproveitamos a idéia do livro para escrever uma homenagem à forma feminina.

Resposta a Revista Show BiZZ

Resposta dos Leitores à Pergunta feita na Edição Anterior

A Moçada só quer diversão ( e CYNDI LAUPER)

Escrevo para responder uma pergunta feita por Lourival C. S Júnior ( Reporter da Revista BiZZ na edição nº 14 ) ,”Será que no mercado fonográfico atual ainda existe público para ela? Responda você. ??? Sim , existe. Sei que a Cyndi Lauper de hoje não faz o sucesso que fez durante os anos 80, mas existe um público que viveu aquela época e que compra coletâneas de seus artistas prediletos..

Vocês querem saber se existe publico para Cyndi Lauper? Pô, que pergunta boba! É claro que sim , tanto que o show em São Paulo, em novembro, ficou lotado de fãs antigos e recentes.

Revista Show BiZZ


Onze Perguntas para Cyndi Lauper!

Aos 44 anos, grávida, a cantora que um dia rivalizou com Madonna volta toda Sensual (sim!) com novo álbum Sisters Of Avalon

(Por Letícia Calmon)

Que história é essa de Irmãs de Avalon?

* Elas são personagens de um livro que curam as pessoas com ervas nojentas. São líderes espirituais , sempre vestidas de preto. Como Jan (Pulsford , baixista e parceira de Cyndi , irmã de Nigel Pulsford, do Bush) só usa essa cor, achei o título muito interessante .

Jan é sua parceira em quase todas as faixas do disco. Você se sente mais à vontade escrevendo com uma mulher?

* Jan é romântica e sexy como eu. É maravilhoso que eu possa compor com uma mulher, ainda mais uma amiga minha! NÃO ME IMAGINO SENTADO COM UM HOMEM PARA ESCREVER SOBRE LINGERIE!

Você agora está escrevendo letras mais…sensuais, o que aconteceu?

* Sabe, muito antes desse disco, eu já falava de sexo… “She Bop”, do She’s So Unusual , por exemplo, era sobre masturbação. Aliás, o tipo de sexo mais seguro que existe…

Por que você escolheu uma casa em Tuxedo Park (no Estado de Nova York) para gravar Sisters Of Avalon?

* Queria gravá-lo em minha casa, mas não caberia toda a equipe. Então encontrei uma casa com quartos para o estúdio e para todos dormirem. Moramos lá entre maio e julho do ano passado.

Como foi conviver com tanta gente?

* Não faria isso de novo! Trabalhávamos seis dias por semana e, às vezes, ninguém mais aguentava olhar um para a cara do outro… Para completar, tinha uma empregada que só falava português!

Só português? Como vocês se comunicavam com ela?

* Tive que pedir socorro para uma vizinha também brasileira, porque os livros que eu tinha em português eram sobre assuntos bancários!

Por que o encarte do disco está cheio de fotos de sapatos?

* Guardo todos os meus sapatos desde os tempos do colégio. Tenho dezenas de pares… Finalmente achei algo útil pra fazer com eles… Saí andando com uma Polaroid pelo jardim da casa em Tuxedo e tentei juntar pedaços da minha vida. Aí resolvi incluir meus sapatos nas fotos.

É curioso… No álbum, seus sapatos aparecem mais do que você…

* Eu sou muito vaidosa, mas as pessoas já conhecem o meu rosto… Agora, quero que prestem atenção na minha música. Tem gente que vai achar que sou louca… Mais uma vez, né? Mas essa foi a forma que eu arrumei para mostrar a minha intimidade aos fãs.

Você tem 44 anos, está casada, grávida e, no entanto, suas letras revelam um espírito adolescente. Você se sente um pouco assim?

* É…(pausa) Estou sempre procurando coisas novas na minha vida, entende? Quando descubro novidades por meio da música é que cresço. São meus melhores momentos, são meus milagres…

Aos 24 anos, você teve um problema da voz e os médicos disseram que você nunca mais cantaria… Foi muito traumático?

* Foi ótimo Ter perdido a voz, aí foi que aprendi a cantar! Na época, eu me apresentava num bar e, como não sabia cantar, pulava feito um moleque. Os clientes deixavam de beber para ficar perto do palco vendo aquilo. Eu só dava prejuízo!

Hoje você se considera uma boa cantora?

* Fiz curso de voz, estudei música… Não tenho mais medo. Além disso, tenho consciência de que sou mais do que uma cantora… Sou compositora!